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NY: o BR Day de 2018


No último dia 2, domingo, estive em Nova York para acompanhar o BR Day (que nós chamamos de Brazilian Day), evento destinado ao público brasileiro que acontece na cidade desde 1984.

Nesse ano, o nome sertanejo foi a dupla Matheus e Kauan, completando a lista que tinha Dennis, Paralamas do Sucesso, Mc Koringa, Eduarda Brasil (vencedora do The Voice Kids do ano passado) e Toni Garrido.

A apresentação foi da Ana Furtado.

Crédito: Globo/Mireya Acierto

Eu já havia estado no evento em 2012, quando Jorge e Mateus se apresentaram. Na ocasião, eu acompanhei como público, fui com a família durante as férias.

Agora, diferentemente, pude acompanhar mais de perto a produção de um evento que reuniu mais de um milhão e meio de pessoas (informações da polícia de NY), e que só pode começar a montar sua estrutura na madrugada do próprio dia (condição imposta pela prefeitura).

A produção é compartilhada entre a Globo e o empresário João de Matos, fundador do evento.

As dificuldades e as correrias são parecidas com as de um grande show no Brasil, mas com uma dificuldade extra que é o fato de se tratar de uma cidade cheia de regras e muito controlada principalmente por questões de segurança. O “jeitinho”, ali, que muitas vezes nos salva aqui, não tem muito espaço.

Além disso, a Globo tem seus próprios critérios para eventos que levam sua marca, ou seja, a cobrança por um padrão de qualidade é bem maior que a média.

Crédito: Globo/Luiz C. Ribeiro

Conversei com dois policiais que ficavam próximos ao palco e perguntei como eles evitavam maiores incidentes com tanta gente reunida (eu estive no show dos Rolling Stones em Copacabana, em 2006, com público semelhante, e o pós-show foi caótico).

Eles me disseram que dividir o público quadra por quadra ajuda muito na organização. O evento acontece ao longo da 6ª avenida, mas a cada cruzamento, são feitas barricadas para que a polícia transite e para que haja escape caso aconteça algum incidente. Logo, não há um milhão de pessoas coladas umas nas outras, mas blocos bem divididos.

É muito pouco tumulto pra tanta gente reunida. Tem menos bagunça que um jogo de futebol com 50 mil torcedores.

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O show do MeK

Matheus e Kauan fizeram um show de cerca de uma hora, tempo padrão para o evento, um formato mais enxuto baseado no show atual da estrada.

Fazendo sucesso há aproximadamente quatro anos, a dupla ficou em primeiro lugar como artistas mais ouvidos no Spotify no ano passado.

Crédito: Globo/Mireya Acierto

A marca é importante para entender o boa aceitação deles no BrDay. O desempenho digital garantiu que o show fosse cantado do começo ao fim pelo público, algo difícil de se imaginar poucos anos atrás. BR Day, tradicionalmente, era só pra quem tinha muito tempo de carreira.

Como a internet encurtou as distâncias, um fenômeno musical no Brasil impacta os brasileiros no exterior no mesmo momento.

Até mesmo o sucesso mais recente deles, “Ao vivo e a cores”, gravado ao lado de Anitta, foi cantado a plenos pulmões, assim como todo o resto do repertório.

Foi a primeira apresentação deles nos Estados Unidos (eles devem voltar ao país em janeiro). A título de curiosidade, Kauan já morou nos EUA e formou até dupla por lá.

O evento é muito legal para quem assiste, mas acho mais interessante ainda para quem toca.

O programa “Planeta Brasil”, da Globo Internacional, fez um uma edição mostrando bem como funciona a festa.

Vale a pena conferir.

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